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Brexit na ferrovia Europeia, ou talvez não?

euroTunelO Reino Unido referenda esta quinta-feira se o país deve ou não permanecer na União Europeia. Ao contrario de outros sectores, na relação da ferrovia inglesa com a Europa pouco ou nada deverá mudar a nível operacional, já nas trocas comercias o tráfego ferroviário de mercadorias será um item a monitorizar.

Do lado “sim” à permanência existe quem defenda que uma saída deverá ter reflexo na industria ferroviária e nas exportações. Para o sector, sair da União Europeia (UE) será isolar a industria ferroviária britânica, e dificultar a entrada dos fabricantes ingleses nos mercados europeus. Por outro lado existe também quem identifique a saída uma descida das exportações, e a consequente diminuição do tráfego ferroviário de mercadorias nas trocas comerciais entre as ilhas e o velho continente.

Do outro lado, a defender o “não” à Europa, está a ideia de que pouco ou nada vai mudar na sector. Até pela matriz inglesa muito presente na ferrovia europeia, os empenhados na saída defendem que a legislação e regulamentação do sector não vai ser alterada. Mesmo ao nível de normalização a implementar no quadro europeu até 2020, como é o caso normalização da facilidade de acesso ao material circulante de pessoas com capacidade de mobilidade reduzida, existe quem defenda que essas também são prioridades inglesas.

Pelo meio fica uma história de interoperabilidade ferroviária no sector ferroviário mundial que vem desde a introdução da ferrovia. Interoperabilidade que no caso inglês recorreu a navios para atravessar o canal da Mancha, e que mais recentemente assenta no Euro Tunnel.