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CP Carga pode perder 30% de mercado

CPcarga_Face à omissão de  objetivos quanto ao rumo da privatização da CP Carga por parte da Tutela, o operador de mercadorias do estado  arrisca-se a perder um dos seus clientes de referência, a MSC Portugal. E a ganhar um concorrente, a MSC Rail.

Em declarações  no jornal Público, o responsável pela MSC Portugal, Carlos Vasconcelos, reafirmou o desconforto face á incerteza da privatização do operador de mercadorias público  “o cenário de privatização da CP Carga traz algumas incertezas quanto à manutenção da qualidade e competitividade do serviço, sendo este um risco incomportável para a operação da MSC, que não pode de modo algum interromper ou deteriorar o serviço ferroviário que presta aos seus clientes.”

As declarações  representam cerca de 12 comboios diários de carga contentorizada no eixo Sines/Bobadela/Entroncamento. E um papel relevante no acesso ferroviário ao porto de Sines. A acontecer, o fim do serviço significa uma perda que pode chegar aos 30%  na operação de mercadorias da CP Carga.  E uma limitação com impacto na carteira de clientes, difícil de recuperar em território nacional pela empresa satelite do operador ferroviário Comboios de Portugal.

Por outro lado, a estratégia da Secretaria de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, estimulou a MSC Portugal a trabalhar no sentido de  homologar um quatro operador ferroviário junto do IMT, para o transporte de mercadorias  em Portugal, a MSC Rail.

A este cenário junta-se a dívida do operador de mercadorias público, que ronda os 100 milhões de euros.  Não ter ativos, as locomotivas são alugadas à  empresa mãe, e um parque de 3000 vagões onde 400 foram alvo de  Leaseback.

Um ativo agendado para alienação no segundo semetre de 2013, segundo o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Silva Monteiro.