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Descarrilamento compromete ligação ferroviária por 48h – 01

A principal ligação ferroviária portuguesa, a linha do Norte, ficou interrompida durante 48 horas entre 1 e 3 de Abril. Derivado ao descarrilamento de uma composição de mercadorias perto de Souselas não circularam comboios entre Coimbra e Pampilhosa. Nesse período a ferrovia nacional partiu-se em norte e sul.

Ao contrário de outros assuntos com antena na imprensa, e pese embora não tenha sido um acidente grave no que diz respeito a perdas humanas, os comentários informativos vinculados limitaram-se ao transbordo dos passageiros, e destes um registo conformado e compreensivo com o transtorno da situação.

E se o tema comprometeu o transporte de mercadorias nacional e internacional, o bloqueio da linha do Norte e o acesso sul à Beira Alta nem se notou.

A informação portuguesa mostrou-se irrelevante nas intervenções para enquadrar o contexto ferroviário nacional da ocorrência, fazer uma leitura do descarrilamento ou aproveitar para explicar para onde o modo de transporte quer ir.

De acordo com fontes do sector o conhecimento para elaborar sobre ferrovia ainda existe, pese embora parte dele já se tenha afastado do activo, e o operacional, que se encontra hoje alinhado, passa despercebido.

Nesse sentido, porque 48 horas são muito tempo na linha do Norte. Não pelo impacto do descarrilamento e dimensão da operação para repor a circulação, mas por causa da baliza temporal em que a mobilidade norte-sul e as ligações internacionais estiveram comprometidas.

O Sud Express, por exemplo, não circulou via linha do Leste, mas de autocarro entre Coimbra e a fronteira de Vilar Formoso. O movimento pendular de carga norte-sul não cruzou o Mondego.

Resolvemos ir ao encontro do sector que está acessível para colocar questões e ajudar a esclarecer dúvidas, no sentido de abordar três dimensões decorrentes do acidente de dia 1 de Abril. A impressão que o descarrilamento deixou, a intervenção para normalizar a circulação e o contexto nacional da ocorrência.

Falamos com quem está mais próximo de quem se encontra no terreno, antigos quadros do sector, e ferroviários no activo. Seguiram também algumas questões para a Autoridade Nacional de Segurança do sector, o IMT.

Não deixa de ser curioso que se encontre mais informação sobre a ferrovia portuguesa num site estrangeiro, mesmo correndo o risco da base da dados não estar actualizada, do que o que se publica e está acessível através da entidade responsável em Portugal.

Mas este será um trabalho para publicar diariamente, às cinco, entre segunda e quinta-feira.

Parte 2