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Novas infra-estruturas de transportes em Luanda estimulam crescimento económico de Angola

luandaAs novas infra-estruturas de transportes previstas para Luanda, incluindo comboios suburbanos, vão estimular o crescimento económico angolano, afirma a Economist Intelligence Unit.

Entre os vários projectos de modernização da rede de transportes da capital angolana, apresentados pelo governo no início de 2013, está o prolongamento até ao centro de Luanda da linha ferroviária para a Zona Económica Especial de Viana.

“Isto vai tornar [o transporte ferroviário] mais atractivo para os trabalhadores de `colarinho branco´, particularmente do sector petrolífero, dada a proximidade da estação em relação à principal base de logística petrolífera, a empresa Sonils”, refere a EIU no seu mais recente relatório sobre Angola.

Após uma paralisação de 20 anos, o transporte de cargas por caminho-de-ferro em Angola a partir do porto de Luanda reiniciou-se em Março.

De acordo com o ministro dos transportes, Augusto da Silva Tomás, estão em curso estudos para mais três linhas ferroviárias: uma ligando o centro de Luanda ao subúrbio de Talatona (sul), uma segunda até ao distrito de Kilamba Kiaxi, novo centro habitacional de grandes dimensões e uma terceira para o novo aeroporto, em construção no Bom Jesus.

O projecto implica a construção de uma estação central em Luanda, onde se articularão todos os modos de transporte colectivo de passageiros (rodoviários, ferroviários e transporte individual).

Entre as várias medidas que estão a ser estudadas para posterior execução, inclui-se também a criação de uma linha ferroviária que vai ligar Angola e as vizinhas repúblicas da Zâmbia e da Namíbia, a fim de intensificar as relações comerciais entre os três países.

Com a reconstrução das linhas de caminho-de-ferro, conseguida em grande medida com o financiamento e intervenção de empresas chinesas, a par de melhor acesso à doca seca próxima de Viana, a dimensão dos fretes está a aumentar, o que deverá lentamente reduzir o número de cargas pesadas que entopem ruas estreitas e por vezes avariam nalgumas das principais artérias da capital, afirma a EIU.

“Melhores transportes públicos irão reduzir os custos de negócio, aumentar a confiança dos investidores e melhorar o ambiente geral para o sector privado”, refere o relatório.

Por definir, salienta, está a data dos projectos, que podem estar a alguns anos de distância, encorajando desde já as pessoas a comprar propriedades em novas zonas da periferia que actualmente são pouco atractivas por causa da falta de alternativas de transportes.

“Estes projectos vão melhorar as infra-estruturas de Luanda e levar a um mais rápido crescimento económico”, refere a EIU, que mantém as suas previsões para o país inalteradas até ao início da construção.

No ano passado, o governo angolano disse estar a estudar a fusão das principais empresas de caminhos-de-ferro do país – Benguela (CFB), Luanda (CFL) e Moçâmedes (CFM) – tendo em vista a venda parcial do seu capital a investidores privados.