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UTD 592 a caminho de Beja

img: Marcos Conceição

img: Marcos Conceição

A CP – Comboios de Portugal vai realizar a partir desta Sexta-feira, dia 21 de Fevereiro, marchas de formação de maquinistas entre Lisboa e Beja.

As marchas decorrem de sexta-feira, 21 a quinta-feira, 27.

O objetivo é capacitar maquinistas para a condução das automotoras diesel UTD 592, alugadas à Renfe, e que prestam serviços no Minho e Douro desde 2010 e no Oeste desde 2015.

No horizonte está a substituição das UDD 0450, dos anos 60, no acesso a Beja por material com maior fiabilidade, rapidez e conforto. Estas automotoras deverão rumar ao Algarve para reforçar a frota e evitar supressões a 5 meses do verão.

Na Carta Impressa, emitida pela IP, as marchas deverão sair de Lisboa Santa Apolónia às 10h25 e chegar a Beja às 12h27. No sentido contrário, a marcha inicia-se em Beja às 14h20 e chega a Lisboa às 17h10.

As marchas, de duração total de cerca de 4 horas, efetuam paragens técnicas em Entrecampos, Sete Rios, Pragal, Pinhal Novo, Pegões, Vendas Novas, Torre da Gadanha, Casa Branca, Vila Nova da Baronia, Cuba e Beja.

Plano de recuperação de material em marcha

Estas movimentações de material são consequência do avançar do Plano CP em vigor desde o passado verão, e que se materializou nos últimos tempos pela reabertura das oficinas de Guifões e pela reabilitação de material, nomeadamente locomotivas 2600 e carruagens Schindler.

Em Março, serão postas ao serviço as primeiras carruagens reparadas em Guifões na Linha do Douro com locomotivas 1400. Isto permitirá libertar automotoras 592 que serão usadas para substituir as UDD 0450 no Oeste e em Beja.

As marchas de formação são condição para o serviço comercial destas automotoras a sul porque até agora a maioria dos maquinistas CP fora da região Norte nunca tinham recebido formação nesta série.

O objetivo a curto prazo é ter todas as UDD 0450 concentradas no Algarve para ter o máximo de disponibilidade de material nessa linha antes do verão.

Que serviços?

935592_4807058534103_1297738017_nEstas marchas de formação também colocam a dúvida se o serviço Intercidades a Beja sofrerá uma reestruturação a curto prazo.

O modelo de exploração atual em vigor desde 2011, fortemente criticado nomeadamente pelos utentes, consiste num shuttle feito com UDD 0450 entre Casa Branca e Beja. Este serviço dá por sua vez ligação ao serviço Intercidades Lisboa – Évora.

O problema é que em Beja não existe posto de manutenção nem condições para efetuar limpezas profundas. O resultado são automotoras que ficam vários meses a circular em condições, por vezes, degradantes.

Com a chegada das UTD 592, cuja série 592.2 permite uma velocidade máxima de 140 km/h, haverá a possibilidade do serviço direto Lisboa – Beja regressar? É uma revindicação antiga dos utentes e materializava a mudança de rumo da Empresa liderada por Nuno Freitas.

As paragens técnicas das marchas de formação também podiam ser uma base de um serviço Intercidades ou IR direto entre Lisboa e Beja. Os próximos tempos o dirão.